“Tempos de Guerra” em análise: tédio, tensão e autenticidade

“Tempos de Guerra” é um filme que desafia as expectativas sobre histórias de guerra. Direto de Alex Garland, conhecido por “Ex_Machina” e “Guerra Civil”, ele apresenta uma visão diferente do conflito. Não há glamour, nem heróis, e muita coisa pode parecer chata ou cansativa. Contudo, o filme funciona — e muito
Tempos de Guerra: A Autenticidade do Caos
“Tempos de Guerra” é um filme que desafia as expectativas sobre histórias de guerra. Direto de Alex Garland, conhecido por “Ex_Machina” e “Guerra Civil”, ele apresenta uma visão diferente do conflito. Não há glamour, nem heróis, e muita coisa pode parecer chata ou cansativa. Contudo, o filme funciona — e muito.
Baseado nas memórias reais do veterano Ray Mendoza, que atuou como consultor de efeitos especiais, o filme oferece uma versão crua e verdadeira do caos. A presença dele na equipe, portanto, reforça a autenticidade, trazendo um retrato que foge da dramatização hollywoodiana. É algo mais próximo da realidade, com todo o peso que ela traz. É um filme anti-guerra — e se você não sabe o que isso significa, ao assistir, vai descobrir.
O elenco é jovem, e isso faz toda a diferença. Nomes como D’Pharaoh Woon-a-Tai, Cosmo Jarvis, Joseph Quinn, Will Poulter, Charles Melton e Kit Connor entregam atuações muito convincentes. Eles parecem tão jovens para estar numa missão dessas que, na hora, dá uma sensação de que tudo é mais cruel — jovens sendo jogados na boca do lobo, sem tanta preparação.
Os primeiros 30 minutos do filme, por exemplo, parecem entediantes. Mostram a rotina chata dos soldados — patrulhas, atualizações, nada de ação. A ideia é fazer o espectador sentir a monotonia e o tédio, aquela sensação de que nada melhor vai acontecer. Isso ocupa boa parte do filme. Pode parecer cansativo, mas é importante para entender o que esses homens estão passando — uma espera interminável, uma rotina de ansiedade e frustração.
Tempos de Guerra: Uma Nova Perspectiva
Quando a ação começa, ela pega a gente de jeito. No meio do tiroteio e do caos, o feeling de estar na cena é quase sufocante. Gritos de dor, tiros, confusão… tudo faz o público sentir que está vivendo aquilo. Garland aposta numa estética quase experimental, que evita glamour e mostra a guerra de forma brutal, deixando claro que essa é uma experiência de sofrimento, não de glória. A atuação do elenco dá ainda mais peso, com personagens que parecem à beira do colapso.
No final, “Tempos de Guerra” não procura ser bonito, nem fazer você se sentir bem. Ele é uma crônica da realidade, uma reflexão quase bruta sobre o que é esse tipo de conflito. Mesmo com suas irregularidades, funciona. Porque mostra com sinceridade o preço que esses jovens pagam, sem tentar embelezar nada.
E o melhor: está na Prime Video, acessível para quem quiser entender de verdade o que é entrar na guerra — e, principalmente, o que ela faz com quem sobrevive. Se você gosta de filmes que te transportam para dentro de cenas reais e não têm medo de mostrar o lado mais cru da história, vale a pena conferir.

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