Do underground ao DNA: como Santa Catarina se consolidou como referência da música eletrônica e o avanço da cultura dos Art Cars

O que começou com festas alternativas e de caráter underground, nos anos 1990, evoluiu para uma cena estruturada, reconhecida internacionalmente e com público fiel. Esse histórico ajuda a explicar por que o estado se tornou palco para projetos de grande escala, como o DNA Art Car, que retorna a Camboriú no dia 17 de janeiro de 2026.
A relação de Santa Catarina com a música eletrônica se fortaleceu a partir das festas de psytrance realizadas no litoral norte do estado, especialmente em Porto Belo. Com o passar dos anos, o crescimento do público e a profissionalização dos eventos abriram espaço para clubes de grande porte, com destaque para o Greenvalley, em Camboriú, eleito diversas vezes o melhor clube do mundo pela revista DJ Mag. A projeção internacional do espaço posicionou Santa Catarina no circuito global da música eletrônica e elevou o nível de exigência do público local.
Nesse contexto, o DJ passou a ser visto não apenas como um executor musical, mas como o condutor de uma experiência completa. Esse entendimento ajudou a consolidar uma cultura que valoriza narrativa, conceito e imersão, elementos que hoje se refletem nos formatos mais inovadores de eventos eletrônicos.
Inspirados no festival Burning Man, realizado anualmente no deserto de Nevada, nos Estados Unidos, os Art Cars são estruturas móveis que combinam música, arte e cenografia. Funcionam como palcos itinerantes e se destacam pelo uso de esculturas monumentais, sistemas de som de alta fidelidade e propostas imersivas. No Brasil, essa cultura se desenvolveu de forma gradual, restrita inicialmente a ações pontuais, mas passou a ganhar força à medida que o público amadureceu e passou a buscar experiências que vão além do modelo tradicional de festival.
É nesse cenário que surge o DNA, projeto idealizado por Vintage Culture, que desembarca pela segunda vez em Santa Catarina no dia 17 de janeiro, na Arena Open, em Camboriú. O evento é estruturado a partir de três pilares conceituais: Dystopia, que propõe uma reflexão sobre tecnologia e sociedade; Nature, com foco em consciência ambiental; e Art, que valoriza a liberdade criativa. A proposta integra música eletrônica, artes visuais e ocupação do espaço de forma não convencional.
Considerada a maior comunidade de Art Cars do Brasil, o DNA conta com uma estrutura cenográfica em que a cabine do DJ faz parte de uma escultura artística. Além dos carros e instalações artísticas, também é composta por uma avião transformado em pista de dança, O FCKR 100, que tem a curadoria visual e musical assinada pelos artistas OSGEMEOS, reconhecidos internacionalmente pela atuação na arte urbana. Outro ponto central do projeto é o manifesto “analógico antes do digital”, que incentiva o público a priorizar a vivência do momento em detrimento do uso constante do celular.
Além da proposta artística, o evento aposta em diferentes setores para o público, como o Pachamama, mais próximo do solo, e o Wings, com visão elevada da estrutura. A ideia é oferecer múltiplas formas de interação com a música e o ambiente, reforçando o caráter experiencial do projeto. A chegada do DNA, a maior comunidade de Art Cars do Brasil, da posição de Santa Catarina como um dos principais polos da música eletrônica no país e evidencia a evolução de um público cada vez mais interessado em eventos que unem som, arte e conceito.
DNA Art Car Tour 2026
17 de janeiro de 2026, a partir das 21h
Arena Open, Camboriú, Santa Catarina
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