Brian May critica formato das cinebiografias dos Beatles: “Pode ser prejudicial”

Projeto contará a história do quarteto de Liverpool em quatro filmes diferentes
Aniversariantes de julho
Brian May (Foto: Reprodução)

As cinebiografias dos Beatles que irão levar a história da banda ao cinema estão dando o que falar. O guitarrista do Queen, Brian May, manifestou cautela sobre o ambicioso projeto de Sam Mendes, que dividirá a história em quatro filmes diferentes. 

Primeiramente, o diretor Sam Mendes anunciou uma proposta inédita para o cinema: lançar quatro longas-metragens sobre os Beatles, onde cada produção foca na perspectiva de um integrante diferente (John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr). 

No entanto, Brian May, que acompanhou de perto o sucesso de Bohemian Rhapsody (2018), expressou reservas quanto à estrutura escolhida para contar a história do quarteto.  

Conforme entrevista recente ao Daily Mail (via Far Out), May destacou que o formato pode gerar um efeito colateral negativo no legado da banda. Para o músico, dividir a narrativa em pontos de vista individuais corre o risco de transformar a história do grupo em uma disputa de egos ou de importância. 

— Sinto que há esse tipo de coisa horrível que poderá se tornar uma competição entre eles. Isso pode ser bem prejudicial — alertou o guitarrista. 

Além disso, May defendeu que o ideal seria celebrar a unidade que definiu o grupo, em vez de isolar as trajetórias. Por fim, ele comparou a situação com a experiência do Queen, afirmando que a banda está satisfeita com o filme que homenageou Freddie Mercury e que, por ora, não sente necessidade de expandir essa narrativa para filmes individuais de cada membro. 

— Estou feliz com o filme que fizemos sobre Freddie; por enquanto, não preciso de mais nada — revelou.

Sobre o filme

O projeto incialmente intitulado de “The Beatles – A Four-Film Cinematic Event”, deve marcar a história do cinema, principalmente, pela proposta de narrativa inovadora: quatro filmes interconectados, cada um narrado do ponto de vista de um dos integrantes da banda.

Além disso, pela primeira vez, a Apple Corps (empresa multimídia fundada pelos Beatles para consolidar seus negócios e criatividade), os membros sobreviventes (Paul McCartney e Ringo Starr) e as famílias de John Lennon e George Harrison autorizaram os direitos totais da história para um filme roteirizado.

A princípio, a Sony Pictures planeja um lançamento simultâneo ou próximo de todos os quatro longas para abril de 2028, criando o que o diretor descreve como a primeira “experiência cinematográfica maratonável”.

Conheça o elenco:

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