Destruição Final 2: um filme previsível e decepcionante

Uma sequência que não consegue capturar a urgência e a emoção do primeiro filme
Gerard Butler enfrenta uma tempestade radioativa em 'Destruição Final 2', em uma corrida desesperada pela sobrevivência. Crédito: Lionsgate/Reprodução

“Destruição Final 2” é mais do mesmo. Assim que o filme começa, ou assim que eles saem da Groenlândia e entram no mar, já sabemos que eles vão atingir a meta de chegar ao local desejado. O filme é previsível e transforma um fim de mundo apocalíptico em algo fácil de resolver. A cada cena de ação, a situação se torna mais trágica, mas a resolução é sempre rápida e conveniente.

Não consigo entender como Gerard Butler, que brilhou em “Gladiador”, chegou a uma sequência tão decepcionante. E olha que eu amo filmes apocalípticos. A continuação, que traz Butler e Morena Baccarin de volta, coloca a família Garrity em uma nova migração. O roteiro inverte a narrativa do primeiro filme, mas os resultados são decepcionantes.

A história começa no bunker, onde a família enfrenta tremores e a necessidade de fugir. A jornada até a cratera do asteroide Clarke é repleta de desafios, mas a execução é fraca. As coincidências se acumulam, e a falta de potência dramática é evidente. Embora algumas cenas de ação tenham méritos visuais, a fórmula se torna repetitiva.

O filme insiste que o risco é altíssimo, mas oferece soluções fáceis. John, interpretado por Butler, sempre consegue uma saída milagrosa. Baccarin faz um trabalho decente, mas a tentativa de desenvolver um arco narrativo entre pai e filho falha devido à atuação travada de Roman Griffin Davis.

No geral, “Destruição Final 2” não consegue criar a urgência necessária. A manipulação do roteiro gera um alto custo, e o filme sai no prejuízo. Para quem esperava uma sequência emocionante, a decepção é garantida.

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