Crítica: “Uma Segunda Chance” aposta no óbvio e romantiza o sofrimento

Assistir ao filme “Uma Segunda Chance” é como prever o pôr do sol. Desde os primeiros instantes, a trama revela-se extremamente previsível para o espectador. A produção aposta em fórmulas gastas para tentar emocionar o público.
A história foca em uma fatalidade envolvendo um melhor amigo e uma ex-namorada. Kenna Rowan, interpretada por Lily James (Mamma Mia!), busca redenção após cumprir pena. No entanto, o roteiro segue caminhos extremamente previsíveis desde os primeiros minutos de projeção.
Para quem evita tramas óbvias, o filme pode parecer um longo “chove não molha”. Entretanto, é inegável o sucesso estrondoso entre os amantes de romances intensos. A trilha sonora pontua cada momento de sofrimento, potencializando a catarse coletiva na plateia.
O Fenômeno de “Uma Segunda Chance” nas bilheterias
Apesar das falhas narrativas, o longa tem feito um sucesso estrondoso. Nas sessões, é comum ouvir suspiros de conforto da plateia. Inegavelmente, muitas pessoas buscam exatamente esse tipo de acolhimento nas salas de cinema.
Curiosamente, o filme é baseado na obra de Colleen Hoover (É Assim Que Acaba). A autora domina a arte de transformar traumas em sucessos comerciais globais. Além disso, a direção de Justin Baldoni (A Cinco Passos de Você) foca no sentimentalismo.
Enquanto uns choram, outros buscam algo mais envolvente na sala ao lado. Em Chapecó, o filme “Devoradores de Estrelas” tem roubado a cena. Certamente, é uma opção melhor para quem dispensa romances melosos e óbvios demais.
Vale a Pena Assistir ao Longa?
Em resumo, a produção é indicada apenas para quem ama clichês. Se você busca profundidade ou reviravoltas, saia da frente dessa tela agora. A vida é curta demais para duas horas de obviedades cinematográficas.

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