Nem visceral, nem o melhor terror do ano: A verdade sobre “A Maldição da Múmia”

O lançamento de A Maldição da Múmia tem levado uma galera aos cinemas brasileiros nesta semana. Todavia, a produção foge totalmente da estética clássica que o público espera encontrar. Esqueça as pirâmides gigantescas ou os camelos do deserto egípcio. O diretor Lee Cronin (A Morte do Demônio: A Ascensão) optou por uma ponte aérea entre o Cairo e o Novo México. Infelizmente, essa escolha geográfica quebra o encanto tradicional que envolve o mito da múmia.
O exagero grotesco em “A Maldição da Múmia“
Certamente, o cineasta misturou elementos demais nesta nova narrativa sobrenatural. O que parecia chocante no início rapidamente se torna apenas grotesco. O filme foca excessivamente em detalhes visuais de línguas e dentes. Principalmente, os dentes da vovó ganham um destaque bizarro durante as cenas de possessão. De fato, os efeitos práticos parecem artificiais e pouco convincentes na tela. Embora o roteiro apresente boas ideias teóricas, a execução deixa muito a desejar. Inegavelmente, o vai e vem entre Estados Unidos e Egito prejudica a fluidez da história.
Além disso, a trama esquece personagens secundários com a mesma velocidade que os resgata. Essa falta de coesão narrativa torna o filme um projeto picado e cansativo. Certamente, o longa está longe de ser o melhor terror do ano. Li opiniões que chamam a obra de visceral. Contudo, minha percepção pessoal aponta para um título blockbuster comum sem alma. De maneira geral, o talento da Blumhouse e da New Line não salva o projeto.
Comparativamente, o filme não chega aos pés de “Weapons“, outra grande aposta recente. Mesmo os filmes antigos estrelados por Brendan Fraser (A Baleia) possuem mais envolvimento que este lançamento. Afinal, a nostalgia do deserto (que estamos acostumados a ver) faz falta nesta nova abordagem moderna. Assim sendo, assisti ao longa pelo peso do título comercial. Eventualmente, o público poderá apreciar os sustos fáceis e a maquiagem carregada.
Portanto, minha avaliação final fica entre o desgosto técnico e a curiosidade visual. Logo depois da sessão, percebi que a crítica especializada está dividida. Assim sendo, recomendo que você tire suas próprias conclusões no cinema. Por fim, o filme diverte por alguns instantes mas não vira referência. Em suma, o deserto continua sendo o melhor lugar para as múmias descansarem.

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