Crítica: “Seven” e o impacto do terror inteligente no cinema

O longa “Seven – Os Sete Pecados Capitais (1995)” é uma ótima pedida para quem gosta de um terror inteligente. Logo no início, a pegada do serial killer deixa tudo mais emocionante para o espectador. O filme se desenrola num piscar de olhos e te deixa preso. Atualmente, a trama mostra-se inteligente ao extremo em cada cena. Brad Pitt (Clube da Luta) e Morgan Freeman (Um Sonho de Liberdade) entregam atuações impecáveis e realistas. Certamente o longa se tornou um marco cultural inesquecível.
O desfecho do filme representa um verdadeiro pecado cinematográfico. Todavia é impossível desviar o olhar da tela durante o clímax final. David Fincher (Garota Exemplar) conduz a direção com maestria e sombras. Consequentemente sentimos a angústia real dos personagens principais. Embora seja tenso, o roteiro flui com uma naturalidade assustadora. Afinal bons vilões constroem grandes histórias que sobrevivem ao tempo.
Seven e o mistério dos pecados capitais
Atualmente você encontra essa obra-prima disponível no catálogo da Netflix brasileira. Portanto prepare o psicológico para um final surpreendente e muito amargo. Inesperadamente o mal pode estar mais perto do que todos imaginamos. Enquanto a chuva cai na cidade, o crime acontece silenciosamente. Logo dê o play agora e aproveite esse clima sombrio. Inclusive a fotografia utiliza tons amarelados para criar desconforto. Dessa maneira o diretor manipula nossas emoções de forma brilhante.
Ademais a simbologia dos pecados guia cada passo dos detetives cansados. Realmente o roteiro não subestima a inteligência de quem assiste. Principalmente a trilha sonora aumenta a pressão psicológica em cenas cruciais. Diferente de outros filmes, Seven não oferece respostas fáceis ao público. Ou seja você terminará a sessão refletindo sobre a natureza humana. Basicamente o filme questiona a moralidade em uma sociedade urbana decadente. Assim ele se consagra como uma obra indispensável para cinéfilos. Então reserve sua noite para este mergulho profundo na escuridão. Contudo não espere por finais felizes ou redenções baratas. Finalmente o filme prova que o cinema é pura arte.
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