Crítica de Homem-Aranha: Um Novo Dia: Espetáculo visual entrega menos do que prometeu

Campanha misteriosa alimentou o público com migalhas, mas o resultado final decepciona quem esperava uma obra-prima inesquecível.
Tom Holland retorna como Peter Parker em "Homem-Aranha: Um Novo Dia", destaque da Sony na CinemaCon 2026. Créditos: Divulgação / Sony Pictures

Ontem, finalmente, consegui assistir ao filme do momento em uma sessão tranquila. Homem-Aranha: Um Novo Dia atrai multidões aos cinemas mundiais atualmente. Antes de mais nada, esclareço que amo o universo da Marvel. Não sou um hater do estúdio. Contudo, a obra não serve tudo o que a divulgação prometeu. A campanha de marketing misteriosa alimentou os fãs apenas com migalhas.

Além disso, o roteiro infla a história com excesso de tramas paralelas. A grande novidade do longa envolve a chegada de Sadie Sink (Stranger Things). Ela interpreta a mutante Jean Grey nesta aventura. Como resultado, o público faz comparações imediatas com a personagem Max. O filme carrega muita identidade visual da famosa série da Netflix.

O desenvolvimento em Homem-Aranha: Um Novo Dia

A telecinese e a telepatia já existiam na cultura pop muito antes da série. A própria saga dos X-Men comprova isso. Certamente, Sadie Sink mostra um talento incrível em cena. Por outro lado, o roteiro gasta metade da projeção explicando a origem dela. Dessa forma, a narrativa perde o ritmo de forma constante.

O longa funciona exatamente como uma montanha-russa instável. Ele sobe muito alto, desce rápido e não consegue encerrar a volta. Inevitavelmente, o diretor Jon Watts (Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa) introduz personagens descartáveis. Eles surgem na tela e desaparecem sem relevância. Por exemplo, a atriz Zendaya (Duna) serve apenas para agradar aos fãs do casal principal. Ela interpreta a namorada de Peter Parker de forma repetitiva. A atriz parece presa ao mesmo papel de trabalhos anteriores.

Por sua vez, a parte técnica merece elogios sinceros. A produção exibe cenas fenomenais e utiliza a tecnologia com maestria. Portanto, os efeitos visuais constituem um colírio para os olhos. Em contrapartida, o visual deslumbrante não salva a fragilidade do roteiro. O filme diverte, mas deixa uma sensação incômoda de vazio.

Em resumo, a experiência assemelha-se a um prato cheio, porém frio. Saí do cinema questionando o real valor daquela experiência. Afinal, o espetáculo visual mascara uma história sem profundidade emocional. Assim, o projeto entrega entretenimento passageiro para os espectadores. Com efeito, o longa falha em se tornar memorável. Finalmente, a Marvel precisa focar mais na história e menos no marketing exagerado.

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