Amadurecer com “Jackass” é encarar o espelho e aceitar o fim da juventude

Será que amadurecer com Jackass é perceber que o tempo das bizarrices passou de vez?
O tempo voa e não pede licença para ninguém. Com efeito, a idade chega de surpresa e transforma a nossa mente de forma profunda. Diante disso, dei o play no filme “Jackass: O Último É o Melhor” nesta semana. Com base nessa analogia, encarei uma sessão nostálgica e muito dolorosa no meu sofá.
Certamente, a despedida oficial da trupe após 26 anos de história mexe muito com as nossas memórias antigas. Todo mundo precisa, mais cedo ou mais tarde, abraçar a vida real de adulto. Ao assistir ao adeus de Jeff Tremaine (Jackass: O Filme), senti um baita desconforto na cena de abertura.
Anteriormente, o jovem Matheus era completamente fascinado por toda aquela insanidade exibida na tela da MTV. Todavia, hoje o Matheus adulto achou aquela gritaria uma tremenda babaquice sem tamanho. As quedas livres de Johnny Knoxville (Men in Black II) perderam o brilho magnético de outrora. Atualmente, meu maior medo é perder o time correto da vida real. Ninguém quer virar o tio do pavê da sua própria geração. Afinal, envelhecer exige da gente uma postura diferente e bem mais calma.
O Peso de Amadurecer com Jackass na Vida Adulta
Infelizmente, o longa atual abusa da falta de noção e fere minorias com piadas antigas. Além disso, a produção entrega apenas um misto de passado com momentos novos. Desse modo, a Paramount trouxe um conteúdo pesado e indicado apenas para maiores de dezoito anos. Por isso, eu não consegui assistir ao filme inteiro até o final.
Com toda a certeza, os nossos questionamentos internos mudam com o peso da experiência prática. Como resultado, o cansaço mental superou a nostalgia daquela trupe de marmanjos. Nesse sentido, entendo que uma obra boa precisa entregar fundamento e aprendizado real para o público.
De fato, a turma de Steve-O (Jackass 3D) passa muito longe desse objetivo hoje. Provavelmente, eu só queria reencontrar o jovem Matheus do passado com esse play. A intenção era resgatar aquela velha energia de moleque sem limites. Consequentemente, o soco no estômago serviu para me trazer uma reflexão valiosa. Existe um tempo certo para todas as coisas no mundo. Enfim, aceitar o amadurecimento constante liberta a nossa mente. Portanto, a transição para a fase adulta acontece naturalmente. Decerto, crescer é o único caminho para o equilíbrio de verdade.

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