Fabuloso Impacto: Steven Spielberg arrasta multidões na estreia de “Dia D”

O fenômeno que presenciei ontem à noite no cinema em Chapecó parecia uma verdadeira viagem no tempo de volta aos anos noventa. De fato, filas se formaram, a bilheteria operava em ritmo frenético e a sala de projeção ficou lotada. Há muito tempo eu não via esse tipo de comoção em uma estreia cinematográfica comercial por aqui. Diante disso, resta a dúvida se esse movimento todo reflete o “Efeito Spielberg” ou o “Efeito Dia dos Namorados Antecipado”. Contudo, a grande verdade é que toda aquela multidão foi capturada por uma campanha de marketing absolutamente brilhante. Portanto, o badalado filme “Dia D” provou que a experiência coletiva do cinema físico ainda mantém sua força intacta.
A escolha da data de lançamento carregou um simbolismo histórico inegável. Ontem, por exemplo, o clássico Jurassic Park completou exatamente trinta e três anos de sua estreia. Desse modo, Steven Spielberg escolheu a mesma data para lançar sua nova aposta de ficção científica. Ademais, o paralelo entre as duas produções é inevitável. Em resumo, aquilo que o diretor fez na década de noventa com os dinossauros, ele repete agora com os extraterrestres em “Dia D”. Visualmente, a obra é um espetáculo de imersão, visto que, durante toda a exibição, ninguém na sala ousou levantar para ir ao banheiro. Utilizo sempre esse comportamento do público como um critério pessoal definitivo para avaliar se o filme é bom. Sob esse aspecto, com certeza o diretor triunfa ao criar uma atmosfera de suspense magnética.
Supreendente: Uma análise técnica de “Dia D”
Certamente, o elenco poderoso liderado por Emily Blunt (Oppenheimer) e Josh O’Connor (Challengers) entrega performances impecáveis, dando densidade emocional aos personagens principais. No entanto, o roteiro de David Koepp peca em alguns momentos da metade do segundo ato, tornando a trama um pouco arrastada. Como resultado, a transição entre os mistérios estica demais algumas cenas reflexivas e quebra temporariamente o ritmo da ação. Diferente do longa dos anos noventa, onde o público passou a acreditar na clonagem de fósseis, aqui a ameaça alienígena parece limitada pela nossa tecnologia. Por conseguinte, tudo o que vemos na tela soa puramente como mágica cinematográfica. Apesar disso, o filme apresenta uma utopia totalmente alcançável, mas construída de forma muito imprevisível ao que conhecemos e temos acesso hoje.
Outro ponto fora da curva é a ausência total de forças governamentais na trama. Afinal, toda a narrativa se desenvolve de forma isolada entre um grupo de pessoas escolhidas e uma empresa privada poderosa que detém muitos segredos. Eventualmente, essa abordagem corporativa traz um frescor bem-vindo para o gênero. Com efeito, o longa vai se transformar em um estrondoso blockbuster de sucesso. Com toda a certeza, ele não vai superar o impacto cultural de Jurassic Park, mas logo consegue caminhar com as próprias pernas. Enfim, se você quiser descobrir o segredo dessa empresa, vá hoje mesmo ao cinema, não perca nenhum detalhe e escute tudo!

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