Filme “Pillion”: entre a submissão e a liberdade nas telas da A24

Com Harry Melling e Alexander Skarsgård, o longa estreia em abril trazendo camadas de preconceito e liberdade incondicional
Harry Melling e Alexander Skarsgård protagonizam cenas intensas sobre fetiche e entrega no drama "Pillion". Crédito: A24/Divulgação

Eu assisti ao polêmico filme Pillion, que chega aos cinemas brasileiros pela A24. em 2 de abril de 2026. Confesso que nunca tinha pesquisado a fundo sobre o tema central da obra. O longa apresenta uma realidade recheada de camadas complexas e muitos preconceitos enraizados. Embora a produção possa ser interpretada como sexista em diversos momentos, ela também escancarra uma liberdade incondicional. Prepare-se para uma experiência que questiona os limites do afeto.

As camadas de submissão no filme Pillion

A história acompanha Colin, um jovem tímido vivido por Harry Melling (Harry Potter). Sua vida monótona muda ao conhecer Ray, um líder de motociclistas interpretado por Alexander Skarsgård (True Blood). Colin decide, então, tornar-se submisso de Ray, mergulhando de cabeça em um universo queer e de fetiches. Fiquei surpreso ao perceber que existem pessoas que realmente amam e possuem o dom de servir – e não estou falando apenas do desejo carnal. Definitivamente, esse estilo de vida não serve para mim.

Contudo, a direção de Harry Lighton provoca reflexões profundas sobre o comportamento humano. O roteiro utiliza as excentricidades de Ray para tirar Colin de sua zona de conforto suburbana. Assim, o espectador é levado a questionar: servir é uma forma genuína de amar? O filme coloca essa dúvida constante na cabeça de quem assiste. Inegavelmente, a obra trata de uma entrega total que muitos considerariam extrema ou até problemática.

De fato, o longa não foge das polêmicas sobre o papel de cada um na relação. Com 1h 47m de duração, a trama mistura comédia, drama e romance erótico. O elenco de peso ajuda a sustentar as cenas mais intensas e psicologicamente carregadas. Além disso, a ambientação do clube de motociclistas traz um peso visual interessante para a narrativa. Portanto, é um filme que exige maturidade para ser digerido por completo.

Liberdade ou apenas um novo cansaço?

Com o tempo, o protagonista passa a se questionar sobre suas escolhas. Viver 100% em submissão é liberdade ou apenas uma nova forma de se cansar? Essa é a grande virada do filme Pillion que me fez refletir bastante. Afinal, a liberdade incondicional também inclui o direito de desistir e mudar de rota. No final das contas, o amor aqui é apresentado como um serviço mútuo e complexo.

Em resumo, se você busca algo fora do comum, vale conferir a estreia em abril. É uma obra que gera debate e não deixa ninguém indiferente após os créditos. Fique ligado na Atlântida para mais análises sinceras sobre os grandes lançamentos do cinema mundial. Além disso, o filme é para maiores de 18+, contém nudez e algumas cenas explicitas. Então, tirem as crianças da sala!

Veja o trailer:

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