O último tiro: a queda brutal e melancólica de “Tom Horn”

Tom Horn (1980) apresenta o crepúsculo de um pistoleiro em um mundo que se moderniza. O diretor William Wiard explora a obsolescência de um homem treinado para matar. Inquestionavelmente, Steve McQueen (Bullitt) utiliza seu carisma para mostrar a melancolia do personagem cansado. O protagonista caça ladrões de gado, mas acaba traído pela própria elite local. Sob esse ponto de vista, o filme critica a hipocrisia da civilização nascente.
A arrecadação de 12 milhões de dólares parece modesta para os padrões atuais de Hollywood. Ainda assim, o valor artístico superou as expectativas da Warner Bros na época. Com efeito, a crítica reconheceu a abordagem realista e crua do gênero faroeste. Nesse contexto, McQueen se despediu das telas com dignidade e força bruta.
A visão realista proposta por “Tom Horn”
Porquanto, o filme evita os tiroteios coreografados e foca na sobrevivência do mais forte. Igualmente, a fotografia captura a beleza árida e solitária das paisagens do oeste americano. Visto que a sociedade mudou, o herói antigo tornou-se um incômodo para os poderosos. Por conseguinte, o destino trágico de Horn reflete o fim de uma era histórica.
Em contrapartida, o público da época buscava heróis infalíveis e muita ação desenfreada. Apesar disso, a obra virou um blockbuster cult por sua coragem temática e estética. Em resumo, o longa desafiou as convenções do cinema tradicional de cowboys e bandidos. Simultaneamente, a atuação de McQueen elevou o material para um patamar de reflexão profunda.
Eventualmente, novos diretores citaram a obra como influência direta para seus filmes de época. Portanto, o legado de Horn sobrevive através da admiração de cinéfilos ao redor do mundo. Enfim, é um retrato doloroso sobre honra, traição e o passar do tempo. Naturalmente, o título encerra a trilogia de reportagens sobre o cinema
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