Opinião: saudade das pequenas coisas dos anos 90 e 2000

Recentemente, um post no Instagram me fez parar e pensar. Ele falava sobre a felicidade que vivemos nos anos 90 e 2000. É impressionante como éramos felizes sem perceber. Cresci nos anos 90 e passei minha adolescência nos anos 2000. Agora, aos 34 anos, sinto uma saudade profunda de tudo que vivi. Sinto falta das pequenas coisas: risadas com amigos, jantares despretensiosos em casa e caminhadas sem destino. Com o tempo, muitos se foram, lugares mudaram e tudo se transformou. No entanto, a saudade permanece, como uma sombra que não me abandona.
Além disso, a felicidade que experimentamos naquela época não era sobre grandes eventos ou conquistas. Era sobre momentos simples que nos preenchiam. Um elogio sincero, uma conversa despretensiosa ou um instante de alegria podiam se transformar em memórias que aquecem o coração. Hoje, somos bombardeados por estímulos incessantes. A vida passa tão rápido que as lembranças se tornam raras, quase como um sonho distante. A expectativa, que antes fazia parte da diversão, se perdeu. Esperar por um programa na TV ou uma música no rádio tinha seu próprio encanto, algo que hoje parece esquecido.
Por outro lado, lembro-me de alugar um filme, experimentar um novo lanche ou simplesmente sentar na calçada e conversar. Não havia a pressão de “otimizar” cada momento. Eles aconteciam de forma natural, e isso fazia toda a diferença. A alegria não dependia da aprovação dos outros. Não havia a sensação de estar vivendo “menos” que alguém. Assim, aproveitávamos os momentos sem a necessidade de registrar tudo, sem a urgência de compartilhar.
Anos 90-2000: saudade do quê?
Entretanto, o tédio, que antes era um aliado, agora é visto como um fracasso. Ter tempo livre não significava estar perdido; era um espaço onde a criatividade florescia. Hoje, cada segundo vazio gera ansiedade, disfarçada de scroll nas redes sociais. Talvez o problema não seja a falta de tempo, mas o excesso de distrações. Portanto, a saudade que sentimos não é apenas dos anos 90 ou 2000, mas de um tempo em que nossa atenção não era constantemente disputada.
Finalmente, é hora de refletir. O que estamos fazendo com nosso tempo agora? Estamos vivendo ou apenas existindo? A nostalgia que sinto não é apenas uma busca por reviver o passado, mas um convite para valorizar o presente. Vamos redescobrir a beleza nas pequenas coisas. Afinal, a felicidade pode estar nas memórias que guardamos, nas risadas que compartilhamos e nos momentos que nos fazem sentir vivos.

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