Opinião: “Super Mario Galaxy” é uma decepção espacial

Ontem, visitei o cinema para a pré-estreia de Super Mario Galaxy. Infelizmente, saí da sala com uma certa decepção. O local exibia lotação máxima de pais e crianças curiosas. Inclusive, os pequenos ao meu lado comentaram a trama o tempo todo. Certamente, aproveitei as falas deles para entender a história. Afinal, minha memória parou no Super Mario World de 1990.
Logo nos primeiros minutos, vilões espaciais sequestram a Princesa Rosalina. Sinceramente, a personagem parece um cosplay da Elsa de Frozen (Chris Buck). Ela é loira e usa um vestido azul marcante. Diferente da Peach, Rosalina protege o cosmos nos jogos de 2007. Contudo, ela cai de paraquedas no longa como novo objetivo de resgate.
Na metade da projeção, entendi que a missão envolvia salvar essa moça das estrelas. Todavia, o roteiro ignora totalmente as nossas memórias afetivas. Além disso, o Mario realiza proezas que nunca alcançou nos consoles antigos. Senti falta daquela trilha sonora temática que tanto amamos. Infelizmente, o filme não aqueceu meu coração como as fitas de antigamente.
Minha visão sobre os desencontros de Super Mario Galaxy
Como fã nostálgico, percebi a falta de coerência em momentos cruciais. Os personagens entram e saem de cena sem qualquer explicação lógica. Além disso, misturar tantas histórias e novos nomes parece um erro estratégico. Notei um cruzamento estranho com Star Fox (Shigeru Miyamoto) durante a aventura. Vi também referências visuais claras a Matrix (Lana Wachowski).
A produção ainda traz pitadas de Star Wars (George Lucas) e super-heróis modernos. Para os adultos, o filme peca na entrega emocional esperada. Eu desejava muito mais dessa jornada galáctica do encanador. Entretanto, o espetáculo visual na tela merece elogios sinceros. O filme apresenta cores belíssimas que saltam aos olhos do espectador.
Mesmo com esses desencontros narrativos, o longa continua em cartaz nos cinemas catarinenses. Portanto, Super Mario Galaxy ainda vale o ingresso hoje. As crianças vão adorar toda essa agitação vinda do espaço. Por fim, as reclamações ficam para os “tiozões” saudosistas, tipo eu aqui!

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