Pânico 7: muito marketing para pouco Ghostface

A franquia de terror mais famosa do cinema está de volta. Pânico 7 estreou com a missão de resgatar o brilho perdido. Após a ausência sentida em Nova York, Neve Campbell retorna como Sidney Prescott. Os fãs celebraram o retorno da “dama do terror” com entusiasmo. Ver a protagonista original em cena causa uma catarse necessária. No entanto, o brilho de Sidney não esconde as falhas estruturais. O roteiro parece uma colcha de retalhos mal costurada.
O impacto da Inteligência Artificial em Pânico 7
Um dos pontos mais discutidos é o uso da tecnologia. O filme aborda a inteligência artificial de forma central. O assassino utiliza ferramentas digitais para atormentar suas vítimas. Essa escolha traz um ar de modernidade ao slasher clássico. Contudo, a execução deixa a desejar em vários momentos. Uma história baseada em máscaras perde força com truques digitais. A essência do mistério “quem é o assassino” acaba ficando em segundo plano.
Além disso, o desenvolvimento dos novos personagens decepciona bastante. A filha de Sidney assume um protagonismo forçado e sem carisma. Os outros dois filhos da protagonista mal aparecem na tela. Eles são citados e surgem apenas em relances rápidos, parece até um comercial da Jequiti. Gale Weathers, interpretada por Courteney Cox, também sofre com o roteiro. Ela recebe uma entrada triunfal, mas logo é esquecida no churrasco. A repórter icônica entrega muito menos do que nas edições anteriores.
O ritmo do longa é bom e prende a atenção. O espectador encontra muitos jump scares e mortes sangrentas. Os elementos clássicos da geração que cresceu vendo terror depois anos 80 estão todos presentes no filme. Telefones tocando e perseguições em casas americanas garantem a diversão. Porém, o desfecho dos vilões estraga a experiência final. As motivações dos assassinos soam ridículas e sem peso dramático. As mortes finais parecem banais e sem a urgência necessária.
Em resumo, o sétimo capítulo entrega nostalgia, mas falta substância. Ele não supera os melhores momentos da franquia de Ghostface. Vale o ingresso pelo elenco clássico, mas controle sua expectativa. O terror sobrevive, mas o enredo precisava de mais cuidado.

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