“Why Can’t We?”: três integrantes do Why Don’t We anunciam turnê após batalha judicial

Jonah Marais, Jack Avery e Zach Herron se reúnem para nova turnê pela Ásia; nome faz referência à disputa que tirou dos integrantes o direito de usar a marca Why Don’t We
O último material lançado como grupo foi o álbum "The Good Times and The Bad Ones", em 2021. | Foto: Reprodução - Youtube

A boyband americana “Why Don’t We” é formada por Jack Avery, Corbyn Besson, Jonah Marais, Daniel Seavey e Zach Herron. Juntos, construíram um legado na música pop com músicas como 8 Letters, What Am I e Fallin’ (Adrenaline). Existiu até um tempo no qual eles eram cogitados para ser “a próxima One Direction”.

Anos depois, três deles estão de volta aos palcos, mas sem poder usar o nome que os tornou famosos. Jonah, Jack e Zach anunciaram a “Why Can’t We? Asia Tour”, uma série de shows que começa em novembro e passa por países como Coreia do Sul, Hong Kong, Singapura, Filipinas, Indonésia, Malásia e Tailândia.

Mas calma, para entender melhor o que isso tudo significa, a gente precisa voltar no tempo

A tour “Why Can’t We? Asia” promete ter sucessos solos dos integrantes e as músicas favoritas do fandom. | Reprodução – Redes Sociais

O começo do Why Don’t We

Antes do grupo, cada um dos cinco integrantes já produzia conteúdo musical de forma independente. Daniel virou destaque por terminar no Top 9 da 14ª temporada do reality show American Idol. Os demais, faziam covers na internet e já eram conhecidos no Youtube.

O Why Don’t We surgiu oficialmente em 2016 e assinou com a empresa de gerenciamento Signature Entertainment. O nome da banda apareceu como uma brincadeira interna dos integrantes, já que não conseguiam chegar a um nome muito marcante. “Por que nós não…?” brinca com essa ideia de indefinição.

Menos de um mês após o anúncio oficial, em outubro de 2016, a banda lançou seu single de estreia, “Taking You“, que rapidamente atraiu a base de fãs acumulada de cada um dos membros. Entre 2016 e 2017, após o primeiro sucesso, a banda continuou lançando EPs. Foram 5 no mesmo ano.

O sucesso estrondoso na internet chamou a atenção do mercado formal, fazendo com que o grupo assinasse um contrato com a grande gravadora Atlantic Records em 2017, assim, consolidaram a entrada do grupo no mercado musical tradicional. E depois, lançaram seu primeiro álbum de estúdio: o “8 letters“.

A pandemia e a queda

Em 2021, a banda lançou “The Good Times and The Bad Ones”, o segundo e último, até então, álbum. Enquanto promoviam, na medida do possível por conta da quarentena, o nome do empresário David Loeffler e a relação com os integrantes veio à tona.

Os cinco integrantes acusaram o empresário de abuso mental, emocional e financeiro. Na época, os músicos afirmaram que enfrentavam controle excessivo sobre suas rotinas e alimentação, e que viviam em condições que consideravam abusivas.

As acusações foram negadas por Loeffler, que afirmou que os integrantes tentavam romper seus contratos e classificou as alegações como falsas. A discussão acabou nos tribunais e se transformou em uma batalha que durou anos.

Em 2022, o grupo anunciou uma pausa por causa da disputa jurídica. O conflito também afetou os planos de turnê da banda, que chegou a cancelar a The Good Times Only Tour, enquanto o processo continuava.


Jonah Marais no Tiktok: “Quando as pessoas pensam que o Why Don’t We se separou porque queríamos parar de fazer música e brigamos entre si”.

A mudança do nome

O caso chegou a julgamento em fevereiro de 2025. O resultado foi considerado misto. O júri decidiu que Zach, Corbyn, Jonah e Jack haviam violado seus contratos com a Signature Entertainment. Cada um foi condenado a pagar US$ 1 por essa violação contratual.

A decisão teve, porém, uma consequência muito maior: os integrantes perderam o direito de utilizar o nome Why Don’t We. Daniel Seavey já havia encerrado sua relação contratual com a Signature antes do julgamento e participou do processo como testemunha.

No fim, a disputa teve decisões favoráveis e desfavoráveis para diferentes lados, incluindo uma condenação envolvendo Randy Phillips, antigo parceiro de Loeffler, e outras questões contratuais.

Por isso, o resultado não significou simplesmente uma “vitória” de um lado sobre o outro. O próprio Daniel afirmou, após o julgamento, que o resultado estava longe de representar uma vitória.

E é nesse cenário que o nome “Why Can’t We?” ganha outro significado.

Tem mais?

Mas a história não termina na disputa pelo nome da banda. Em 2026, Jack Avery voltou a aparecer nas manchetes por outro caso envolvendo a Justiça.

A ex-companheira do cantor, Gabriela “Gabbie” Gonzalez, foi acusada, ao lado do pai, Francisco Gonzalez, e do então namorado, Kai Cordrey, de participar de um suposto plano para contratar alguém para matar Jack.

Segundo as autoridades, a investigação contou com a participação de um agente do FBI que se passou por um possível assassino de aluguel. O caso teria relação com conflitos envolvendo a guarda da filha de Jack e Gabriela, Lavender.

Gabriela, o pai dela e Cordrey foram acusados de tentativa de homicídio, conspiração para cometer homicídio e solicitação de homicídio. Até o momento, as acusações não equivalem a uma condenação.

Como uma fuga de toda a polêmica, Jack lançou a música “Dear Lav” dedicada à sua filha.

Por que nós não podemos?: uma nova era

Apesar de toda a turbulência, Jonah Marais, Jack Avery e Zach Herron decidiram voltar aos palcos juntos.

A Why Can’t We? Asia Tour começa em novembro e marca uma nova fase para os três integrantes, que agora precisam deixar para trás o nome que acompanhou boa parte de suas carreiras.

Três integrantes, uma nova turnê e um nome que transforma uma disputa judicial em parte da história que eles ainda têm para contar.

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