Novo “Mestres do Universo” tenta atualizar o “He-Man” e divide opiniões

O aguardado retorno de um dos maiores ícones dos anos 80 aconteceu oficialmente com a chegada do filme Mestres do Universo às salas de Santa Catarina. De modo geral, a produção cumpre bem o papel comercial que lhe foi desempenhado pela distribuidora internacional. Com toda a certeza, o desejo de tornar o herói mais atual se destaca desde os primeiros minutos da exibição na tela. A direção tenta desesperadamente aproximar a antiga mitologia das novas gerações de espectadores.
Antes de mais nada, o roteiro apresenta uma abordagem inovadora ao trazer o mote do mundo real para o centro da narrativa. O enredo envolve diretamente a carreira profissional do protagonista de uma forma que ninguém imaginava. Dessa forma, as escolhas de figurino modernos e a época em que o filme se passa mostram essa intenção de modernização clara. Por consequência, a história ganha um ritmo que se afasta consideravelmente dos desenhos clássicos da televisão.
Os pequenos detalhes técnicos e o He-Man abobado nas telas de cinema
O grande problema do projeto reside justamente nos pequenos detalhes visuais que infelizmente não passam despercebidos pelo público atento. Por exemplo, a lente de contato azul utilizada pela atriz Camila Mendes (Riverdale) destoou completamente e causou um efeito muito artificial. Além disso, um erro crasso de continuidade exibe um relógio smartwatch no braço do herói em cenas finais importantes. Inevitavelmente, a edição com recortes exagerados faz a projeção parecer uma montanha-russa descontrolada. Outro ponto crítico envolve a duração de duas horas e vinte minutos, já que a trama entregaria tudo perfeitamente em apenas uma hora e quarenta.
A sala do cinema contava com um público considerável na noite de ontem, sendo a maior parte formada por pessoas mais velhas. Esses fãs veteranos sentiram o mesmo incômodo ao perceberem que o roteiro deixou o He-Man meio abobado nas cenas. O personagem repete exaustivamente várias piadócas sem graça de tiozão durante as batalhas. Portanto, o guerreiro perdeu aquela imponência clássica em nome de um humor forçado. Certamente, o filme vale a sua visita ao shopping neste final de semana. Eventualmente, você vai se divertir com a ação, só não vale criar muita expectativa de que verá uma versão oitentista e cheia de nostalgia pura. Em resumo, vá de peito aberto e divirta-se.

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