Cara de Um, Focinho de Outro: Vale a pena ver a nova aventura da Pixar? 

Com uma mistura de redenção e revolta, o novo longa busca o fôlego dos grandes clássicos do estúdio.
Mabel se torna um castor robô em uma aventura emocionante para salvar uma clareira em 'Cara de Um, Focinho do Outro'. Estreia em 5 de março! Crédito: Pixar/Youtube

O sucesso de Procurando Nemo (2003) elevou demais a nossa régua sobre as animações modernas. Por isso, Cara de Um, Focinho de Outro exige uma análise sincera hoje. O filme estreou nesta quinta-feira com uma trama sobre infiltração tecnológica e sentimentos intensos. Apesar do título nacional confuso, a obra exibe a personalidade forte do diretor.

Notei que o público adulto também marcou presença na sala de cinema nesta tarde. Três espectadoras me acompanharam e confirmaram o sucesso da sessão das 14h40. De fato, o roteiro entrega uma montanha-russa com picos altos de adrenalina. A história foca em Mabel, personagem que recebe a voz de Manu Macedo (Fala Sério, Mãe!).

A montanha-russa emocional de “Cara de Um, Focinho de Outro

O diretor Daniel Chong (Ursos Sem Curso) foca a trama na resistência de uma colônia de castores. Esses animais precisam abandonar sua clareira devido à construção de uma avenida imensa. Para ajudá-los, Mabel utiliza a tecnologia para transferir sua mente para um castor robótico. Assim, ela lidera os roedores contra os planos ambiciosos do Prefeito Jerry.

Além disso, Junior Nannetti (O Show da Luna) dubla George, o sábio rei dos mamíferos da floresta. Enquanto isso, Renata Sorrah (Senhora do Destino) brilha ao dublar a perigosa e vingativa Rainha dos Insetos. Particularmente, sinto que o filme esbanja criatividade e carrega muito coração no peito. Entretanto, as franquias famosas da Disney provavelmente engolirão este título em breve.

O longa alcança notas altas, mas evita o topo absoluto do estúdio de Toy Story. Além do mais, a trama facilita o entendimento sobre a revolta dos bichos. A coragem de Chong ao arriscar no gênero sci-fi torna a experiência cinematográfica muito válida. Mesmo com ressalvas morais, a produção garante a diversão total do público.

O roteiro imagina uma humana infiltrada na pele de um castor e gera um humor afiado. Certamente, este é o melhor trabalho técnico da Pixar nos últimos anos. Portanto, o filme vale o ingresso e merece a visita das crianças. Finalmente, o estúdio entrega um entretenimento sólido para todas as idades. Vá ao cinema agora e tire suas próprias conclusões.

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