Crítica: “A Incrível Eleanor” mergulha no luto através de uma mentira

Aproveitei este último final de semana para assistir, no conforto de casa, ao filme “A Incrível Eleanor“. Anteriormente, eu havia visto o trailer e confesso que ele parecia muito melhor. Entretanto, a obra foca em um objetivo único: explorar a psicologia profunda do luto. Assim, a experiência de sofá revelou um drama denso e bastante melancólico.
A história acompanha uma senhora de 94 anos que se muda para Nova York. Ela tenta se reconectar com a família após uma perda terrível. Contudo, Eleanor acaba se sentindo ainda mais invisível e à deriva na metrópole.
As camadas de mentira em “A Incrível Eleanor“
Certamente, o roteiro ganha força quando a protagonista entra, por engano, em um grupo de apoio. Nesse local, ela inventa uma história que gera uma atenção inesperada. Por conta disso, “A Incrível Eleanor” desenha uma trama baseada em uma mentira perigosa. Eventualmente, essa farsa aproxima a idosa de Nina, uma jovem estudante de jornalismo.
As duas compartilham dores e criam um vínculo de mentoria e amizade. Além disso, o filme aborda a velhice e as relações complicadas entre pais e filhos. De fato, a produção é muito fofa e possui momentos de extrema delicadeza. No entanto, eu particularmente esperava mais impacto visual ou narrativo durante o desenrolar.
Talvez meu julgamento seja rigoroso por eu não gostar tanto do gênero drama. Admito que a obra é indicada para quem é mais sentimentalista. No meu caso, achei que o filme se estende demais em reflexões teóricas.
Veredito sobre a experiência em casa
Apesar de ter sido exibido no Festival de Cannes, o longa não me empolgou totalmente. A atuação da protagonista é, sem dúvida, o grande trunfo da produção. Ela consegue transmitir a dor da invisibilidade de forma muito genuína e tocante. Por outro lado, a mentira central da trama só faz sentido se você mergulhar no luto.
Em suma, o filme é um estudo social sobre como lidamos com a finitude. Se você busca algo emocionante para ver no streaming, ele pode agradar bastante. Todavia, se você prefere roteiros mais ágeis, talvez sinta a mesma frustração que eu.
Enfim, o cinema em casa permite essas descobertas subjetivas sobre cada gênero. A obra cumpre sua proposta técnica, mas exige paciência do espectador. Agora, quero saber se você teria coragem de encarar essa verdade com Eleanor.

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