O Morro dos Ventos Uivantes: o amor vira tormento na versão de 2026

Margot Robbie e Jacob Elordi estrelam uma versão visceral, luxuosa e repleta de excessos do clássico de Emily Brontë.
Margot Robbie e Jacob Elordi dão vida ao casal Catherine e Heathcliff na nova e luxuosa adaptação de 2026. Crédito: Crédito: Warner Bros./Youtube Reprodução

Assisti à estreia de O Morro dos Ventos Uivantes em Chapecó e saí da sala impactado. Se você busca algo inédito, adianto que não encontrará novidades estruturais. No entanto, a diretora Emerald Fennell entrega um espetáculo de exageros. O filme substitui a sutileza por uma libertinagem explícita entre Cathy e Heathcliff.

Logo de cara, percebi cortes de personagens que eram fundamentais em versões anteriores. Todavia, a estética compensa as ausências com paisagens deslumbrantes. O figurino impecável e a mistura vibrante de cores elevam o ânimo da história. Jacob Elordi abandona a estética cigana tradicional para viver um Heathcliff britânico e obsessivo. Na prática, a trama mantém a lógica clássica, mas mergulha fundo na insanidade emocional.

Atuações de Impacto em O Morro dos Ventos Uivantes

Muita gente elogia as atuações de Margot Robbie e Jacob Elordi com razão. Eles são o que temos de melhor na era pop atual. O filme funciona como um verdadeiro blockbuster feito para lotar cinemas e provocar lágrimas. Contudo, o amor retratado aqui é doentio e extremamente difícil de digerir. O que deveria ser lindo vira um tormento visual e psicológico.

A trilha sonora de Charli XCX traz uma modernidade que divide opiniões. Apesar disso, a produção entrega o que promete aos fãs de dramas intensos. Sem dar spoilers, o desfecho permanece fiel à tragédia original de Emily Brontë. Vi a versão legendada e a experiência técnica foi quase perfeita.

Infelizmente, uma espectadora mal-educada insistiu em tirar fotos com flash durante a exibição. Esse tipo de comportamento limita a imersão de todos na sala grande. Precisamos desviar dessas “antas” para aproveitar o cinema de verdade. Em suma, o longa é ótimo para quem nunca viu as versões de 1939 ou 1992. Vá ao cinema preparado para uma experiência sensorial arrebatadora e muito intensa.

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